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24.09 - 17h45min
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Após dura da Fifa, CBF admite ajuste na bola na mão, e erro no clássico

O presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, concordou com a posição da Fifa sobre a bola na mão, admitiu erros e  prometeu ajustes neste quesitos com novos esclarecimentos aos juízes. Ele disse que falhas ocorrem por causa de interpretações do juiz, mas que a orientação da confederação foi correta, e igual à da federação internacional.

Entre os erros admitidos, agora, estão as marcações do pênalti para o Corinthians no clássico contra o São Paulo, e o contra o time alvinegro para o Flamengo. Em ambos os casos, no entanto, ele faz a ressalva de que o juiz foi induzido a interpretar de forma errada na circunstância do jogo.

Ao ler as afirmações do presidente da comissão de arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, dadas ao “Estadão'', Corrêa concordou com todas as falas sobre ser absurdo marcar faltas em todas as bolas nas mãos.

“Não estamos falando com os árbitros para marcar toda bola na mão. Estamos explicando a interpretação recente que foi dada em curso pelo Jorge Larrionda (instrutor da Fifa) para nossos árbitros. Acontece que houve árbitros que se equivocaram na interpretação'', analisou Corrêa. “O que ele (Busacca) diz está correto. Só deve se marcar em movimentos anti-naturais.''

Ao detalhar todos os lances polêmicos recentes, Corrêa deu uma posição diferente da anterior em relação ao pênalti para o Flamengo no jogo contra o Corinthians. Para ele, agora, não foi pênalti. Mas disse não ter mudado sua opinião. “O que disse é que o movimento poderia levar a essa interpretação. Quatro instrutores aqui entenderam como bloqueio. Então, teria essa interpretação no jogo. Penso com a cabeça do árbitro no jogo'', explicou. “Mas o chute foi muito em cima.''

Explicação similar ele deu para o lance do são-paulino Antônio Carlos no clássico contra o Corinthians, em que foi marcado pênalti. “O quarto árbitro que marcou viu o movimento do braço. Poderia ter interpretado desta forma (anti-natural). Não foi'', finalizou.

Outro erro apontado por ele foi no jogo entre Bahia e Botafogo, no pênalti assinalado em favor do time alvinegro em que a bola bateu na mão de um jogador do tricolor baiano.

Para esclarecer os juízes, Corrêa está mandando entrevistas feitas pela imprensa, e vídeos feitos pelo site da CBF, para delegados de jogo. “Estamos dando orientação. Não fazemos legislação, quem faz é a Fifa. Não dá para falar com todo mundo (árbitros) depois do curso. Vamos ter que ajustar. Vamos usar todos os meios de informação. E contamos com a ajuda da imprensa'', observou. Em definiu com uma frase: “Não existe pênalti à brasileira.''


Fonte: Uol Esportes

Imagem: Internet

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