Icaraíma, 31 de agosto de 2025

Desaparecimento de quatro homens que foram cobrar dívida em Icaraíma completa uma semana

Desaparecimento de quatro homens que foram cobrar dívida em Icaraíma completa uma semana

O caso do desaparecimento dos quatro homens que foram cobrar uma dívida em Icaraíma, é tratado como homicídio. Em coletiva realizada nesta segunda-feira (11), os delegados Gabriel Menezes e Thiago Andrade Inácio confirmaram que esta é a principal linha de investigação. Entretanto, a Polícia Civil (PC-PR) não descarta outras possibilidades. Relembre o caso abaixo.
Nesta terça-feira (12), completa uma semana desde que Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza estabeleceram contato com as famílias pela última vez.

Os delegados explicaram que o homicídio é considerado devido à falta de comunicação nesses sete dias e a forma como foi o sumiço das vítimas.

A investigação apurou que a dívida que foi cobrada é de R$ 255 mil, referente a uma compra de propriedade. Alencar realizou a venda, mas o comprador, registrado no cartório, não pagou as dez notas promissórias de R$ 25,5 mil. Esse homem não teve o nome divulgado
A suspeita é de que Antonio Buscariollo, de 66 anos, e o filho dele, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22, tenham participado de uma emboscada no momento em que os quatro homens foram cobrar esse valor. Pai e filho são da família do devedor.

No início das buscas, na quarta-feira (6), Antonio e Paulo foram encontrados na propriedade rural onde as vítimas teriam desaparecido, conforme a investigação.

Eles foram levados à delegacia e falaram que não estavam no local quando os quatro homens foram cobrar o valor.

Eles passaram a ser suspeitos depois que foram liberados da delegacia e deixaram a propriedade, assim como todos os familiares deles que viviam no lugar. Agora, Antonio e Paulo são considerados foragidos e possuem mandados de prisão temporária em aberto.

Segundo a Polícia Civil, Antonio possui antecedente criminal por posse ilegal de arma de fogo. Paulo não tem passagens pela polícia.

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